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B

FDE Ampliação Botucatu

Autores: AUÁ arquitetos + OBRA arquitetos
Botucatu | SP
2013 [projeto]

São muitas as características capazes de definir uma boa escola. O vasto conjunto de qualidades é o que sustenta em Botucatu seu rótulo de Cidade das Boas Escolas, bandeira que se somou à dos bons ares como representativa do município ainda no início do século XX, com a inauguração da Esplanada das Escolas no centro da cidade.

Mesmo fora do eixo da esplanada municipal, é inegável o papel referencial assumido pelo conjunto das escolas vizinhas E.E. Armando de Salles Oliveira e E.E. Álvaro José Souza. Situada em um dos bairros mais densos de Botucatu, a escola que agora se expande tem outra oportunidade de somar novas qualidades ao ensino municipal e estadual.

Para tanto, a implantação de um novo bloco na E.E. Álvaro José Souza visa estabelecer relações entre o edifício existente e a quadra esportiva, agindo como nó de conexão horizontal e vertical neste terreno que - como a cidade na qual está situado - revela sua força pela topografia. Criam-se no nível inferior, pela rua que conecta as duas avenidas da região, acessos específicos para a área administrativa e para os estudantes, e mantem-se os dois acessos existentes na Av. Francisco de Oliveira Leite, pelo nível superior, para veículos e estudantes.
Com a manutenção das seis salas de aula no prédio existente e a reorganização de suas áreas de vivência e serviço, fica estabelecido o eixo transversal de conexão em nível entre os dois edifícios. O trajeto por este eixo, do refeitório, passando pela área externa, ao pátio, até chegar ao corredor junto à rua Dr. Armando de Salles Oliveira é uma sequência de espaços que, por suas especificidades, propiciam diversas experiências ao longo da vida escolar. Este corredor, cujas aberturas à altura da copa das árvores e pontos de vista para a cidade visam levar ao interior da escola os bons ares botucatuenses, define a circulação da escola como um sistema, no qual não se podem determinar pontos de início ou fim, mas percursos diversos com a inclusão de todas as áreas da escola, internas e externas.

Assume-se desta forma que cada ambiente, corredor, pátio e jardim, tem diferente potencial pedagógico a ser explorado pelos corpos docente e discente. A organização dos programas de maneira não pragmática é apenas uma das ferramentas para se explorar os fluxos internos no conjunto escolar e garantir a plenitude de uso de seus espaços com a descoberta cotidiana de suas múltiplas possibilidades.

Planta do térreo superior

Planta do térreo inferior