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Largo Cênico de Amparo

Amparo | SP
2012 [ trabalho acadêmico ]
Menção honrosa no Prêmio Aroztequi no Seminário Internacional Arquisur XII – Asociación de Facultades y Escuelas de Arquitectura Públicas del Mercosur –, realizado na FADU-UBA, Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo – Universidad de Buenos Aires, Argentina.

Equipe: Diogo Cavallari, Flávia Garofalo, Márcia Trento e Victor Berbel

Amparo já teve seus tempos áureos na dramaturgia, com a presença das grandes companhias que se apresentavam no teatro João Caetano. No entanto, após sua demolição há mais de 50 anos, a cidade não mais dispôs de lugar apropriado para ensaios e apresentações, e os grupos teatrais existentes passaram a atuar em galpões improvisados.

A recorrente mobilização popular para que a cidade tenha uma casa de espetáculos nos mostra que a lembrança do antigo teatro permanece viva, e fortalece a ideia de que o amparense considera as artes cênicas uma vocação esquecida da cidade.
Diante dessa demanda, faz-se necessário um projeto cultural amplo, que além de um teatro, proporcione formação de atores e diretores, locais para ensaios e confecção de figurinos, e a instalação de uma faculdade pública de artes cênicas, que forneça o aparato necessário para que Amparo torne-se novamente um centro de referência das atividades ligadas ao teatro.

Buscando inserir as atividades cênicas de forma mais intensa à narrativa cotidiana procuramos por áreas centrais subutilizadas e chegamos a um enorme vazio em um miolo de quadra entre o centro histórico e o Rio Camanducaia, atrás de um conjunto de galpões do início do século XX onde antes funcionava uma fábrica de ladrilhos hidráulicos.
Propusemos que os galpões fossem readequados para abrigar a escola, e que o teatro fosse construído no miolo da quadra, encrustado entre as edificações existentes e abrindo-se para um amplo espaço público aglutinador das atividades teatrais: o Largo Cênico de Amparo, destinado a festivais de teatro, apresentações de orquestras e shows.

Para torná-lo acessível criamos quatro entradas a partir das ruas existentes, retirando apenas as construções necessárias às conexões, e revelando à cidade uma área antes escondida. Fundido ao tecido urbano existente, o largo se espalha em direção ao rio Camanducaia, seu calçamento atravessa a Avenida Prestes Maia e chega ao parque às margens do rio, livres da ocupação irregular que as ocupam.

Sendo o centro de um projeto cultural para a cidade, o teatro torna-se também o centro gravitacional um projeto urbano que conecta parques, praças, ruas e equipamentos públicos, conformando um sistema de espaços públicos que liga o centro histórico ao rio Camanducaia.

O teatro não é só o edifício, mas também o Largo, as ruas e o parque. Uma peça pode começar dentro do prédio, sair para o largo, e acabar nas margens do rio. Ou então nem entrar no teatro.

A ideia é um projeto de teatro que extrapola o seu tamanho. Um projeto arquitetônico de escala urbana, que revela o que já existe: um espaço enclausurado, um rio emparedado, uma vocação latente.

Link para visualização das pranchas: <http://www.farq.edu.uy/arquisur/aroztegui/dfmvsp/>

Planta térrea do conjunto de edifícios

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